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16.05.12
Supermercado Fazer compra sem fome: pode. Fazer compras com fome: não pode. Comprei até mostarda com mel para incrementar sanduíches. Comprei tomilho pra fazer batatas ao murro amanhã. Saí de casa, chuvisquinho. Do supermercado: temporal. A calçada era piscina, minha rua de ladeira cachoeira. Deus proteja quem não tem abrigo. Calça de ginástica, tênis de ginástica, camiseta da Ledu e paletó tweed, com sacola de lona vermelha. Adoro a descombinação.
posted by Marina
Tudo está dando certo, vasculhei os medos: estão todos ali. A moça escreveu, senti um grande ânimo. Sol e frio. Preciso ir ao supermercado hoje, não tem ovos, queijos, pão de forma. O básico. A mulher dos congelados deu bolo, e sinto falta de feijão. Poderia falar:
Ele derramou todo o conteúdo do uísque na pia. Via-se claramente que era falsificado. Depois apanhou com facilidade duas taças na prateleira do armário da cozinha, mais alta do que o normal. Abriu o vinho. Abraçou-a.
Café da manhã: três bombons da Kopenhagen. F. me deu de presente por causa da caixa, de arame dourado. Linda demais. Coloquei os pés no riacho. Fazendo coluninha. Almocei queijo quente. O Diário de Edith é muito mal traduzido. Revisando meu livro, palavra por palavra. Lançamento do livro da Fal. Quem não for é mulher do padre.
posted by Marina

ffffound.com
posted by Marina
Obra no apartamento de cima. Nunca morei em apartamento sem obra de cima. O Facebook é melhor do que o blog por dois motivos: comentário de-gente-que-existe em tempo real. 2) Eu poderia ter escrito apenas as duas primeiras frases, e tudo bem. Aqui não, precisa de mais coisas pra formar o post. Lendo O Diário de Edith, Patricia Highsmith; Céu de oriames, do Garcia-Roza, e Casa - pequena história de uma ideia. Comprei este livro de Witold Rybczynski, em 96, ano maravilhoso na minha vida (Ver em Diário de uma bipolar: comitê e surfista). Lalalalara. Amanheci em 97 no fundo do poço, e durou muito tempo. Mas vamos falar de coisas boas:
posted by Marina
14.05.12
A impressão que eu tenho é que todo mundo está se divertindo. Menos eu.
posted by Marina
11.05.12
posted by Marina
No final da tarde vou tomar um chope do C.G. para relaxar. Ia escrever outras coisas, mas estou com preguiça. Sou o contrário da Madonna, desfocada, sonhadora, e adiadora de coisas.
posted by Marina
A coleira do cachorro
Hoje passei um sufoco. Agradeço muitíssimo a Deus. Por não ter acontecido nada, por eu ter mudado de itinerário. Subi com o Xerife a Eurico Cruz, e virei na Maria Angélica, lá em cima. Silêncio absoluto, barulhinhos agradavéis, serrote ao longe, passarinhos. Mal viramos a rua, perto da esquina, portanto, fui abaixar para pegar o "jornal" - uma coisa que nunca se deve fazer, aprendi agora: não pode ficar no nível do cachorro, porque afrouxa o peitoral. E eu fiquei. E a coleira saiu. Vocês podem imaginar, mas só quem passou sabe como é.
Xerife é criança, cheio de energia. Pelo curto, parece que usa gomalina. Escorregadio. Sem noção do perigo. Atração por carros em movimento..Carros que sobem, carros que descem, o tempo inteiro, mão dupla .
Xerife sem coleira e louco pra escapar, eu ajoelhada, agarrada no pescoço dele, implorando pra ele deixar eu colocar a peitoral, e ele querendo se mandar. Comecei a ficar desesperada. Sabe pesadelo, filme de terror?
Ninguém passava, só mulheres arrumadas para ir trabalhar, não tinha como pedir ajuda. Sabe o que eu fiz? Comecei a falar alto (gritar, porque não tinha uma viva alma, não conseguia ver, estava ajoelhada): "Por favor, alguém pode me ajudar?" Nada. Xerife dando impulsos, escorregadio. Durou uns quinze minutos, mas que pareceram duas horas. Quinze muitos ou mais. A. achou 15 minutos tempo bastante para um sofrimento. "Alguém pode me ajudar, por favor?". Nada. Não via ninguém. Ajoelhada, machuquei o osso do joelho, voltei mancando.
Sei que sou dramática, mas a história também é, poxa.
Bom, teve uma hora que que Xerife acatou minhas súplicas, ficou com pena, e consegui colocar a coleira-peitoral. Mas não consegui enfiar a patinha em um dos lados, a patinha dele ficou presa. Ele começou a ganir como um louco. Ele é muito mimado, ele deveria estar chorando o dobro da dor. Se a pessoa esbarra nele sem querer, ele chora. Super mimado, principalmente pela avó. Eu, no caso.
De repente aparece uma senhora com três sacolas de supermercado. Eu falei: "Meu ajuda, por favor??". Ela disse que sim, mas continuou com as sacolas nos braços, e falou que ele não ia fugir não. Ramram. Então apareceu um homem. Um dos últimos héteros. Um morador da rua, provavelmente. Trazia um tamborim nas mãos, embora não combinasse com ele. Nessa área aqui mora muito músico. "Por favor, me ajuda!". Ele me deixou segura, botou moral no Xerife, colocou a coleira, e disse que compreendia como eu estava me sentindo, teve um cachorro que foi atropelado. Disse também que a coleira era excelente (A Catarina me deu de presente ontem), mas estava grande nele. Agora tem Labrador e dois vira-latas, que agora são pianinhos, ele aprendeu a educar num programa a cabo, sobre cachorros, apresentado por um mexicano (sic).
Cheguei em casa aos prantos. Muita adrenalina.
posted by Marina
05.05.12

Jane Fonda
posted by Marina
O lance da Carolina Dickmann, vocês acompanharam?
posted by Marina
Só se fala da lua. Está linda, grande, muito branca e nítida, quase dá pra ver São Jorge. Fui passear com o Xerife, quase rolou torcicolo. Esse blog não tem mais comentários, os comentários são no Facebook. O corretor de textos é o melhor amigo do disléxico. Engraçado que agora evoluíram e sabem mais do que eu. Ele sublinha até quando você escreve errado nome de artista. O taxista tentou me explicar o que era GPS. Bóio com essa história de satélite.
Fui à um almoço na Fiorentina, o restaurante de maior responsa do Rio de Janeiro. Uma reunião de amigos que trabalharam juntos na Promoções da TV Globo. Foi muito bom. Foi uma delícia. Cada um contava uma história, nem todos eram da mesma época, mas ficamos amigos instantaneamente, carioca é assim. Cada história ótima "Lembra daquela vez que o Fulano ficou distribuindo dinheiro no corretor da emissora em troca de 200 baseados?". Friozinho de vinte graus. No outro dia o motorista que não deu boa tarde, só abriu a boca para atender o celular: "O prazo termina quando eu chegar em casa.", foi a única coisa que disse. Fiquei com medinho. MC ponderou "Deve ser entrega de geladeira, essas coisas". Carminha me deixa assim.
posted by Marina
04.05.12

Anjelica Huston
posted by Marina
Café da manhã com o Macalé, compromissos, esperando respostas e me preparando para vencer minha guerra particular.
posted by Marina
Ontem fiz festivalzinho Stanley Kubrick no facebook, porque fiquei assistindo a um documentário ótimo sobre o cineasta. Shelley Duvall, atriz de O iluminado, ficou traumatizadíssima. Comeu o pão que o diabo amassou nas mãos do Kubrick. Não que ele fosse um daqueles diretores cruéis, mas era perfeccionista. O diretor mais legal é o Woody Allen, porque ela pega o ator, entrega o personagem e deixa a pessoa a vontade. Os atores ficam soltos. Madonna, que tem necessidade de ser rigorosamente dirigida, ficou totalmente insegura, e houve um disse-me-disse que o diretor teria cortado muitas cenas dela. Motivo: trabalha muito mal. Isso nós sabemos, é a grande frustração da mulher mais poderosa do planeta. Ele nega. Vou falar muito da Madonna porque acabei de ler duas biografias dela. A não-autorizada é melhor, a gente sabe que 90% daquilo é verdade. Ela é uma espécie de trator perverso.

Muita vontade de rever esse filme. Vou ver se tem no youtube.
posted by Marina
marina w., o retorno. Gosto do formato do novo facebook, que eu criticava antes. Facebook é mais vibrante que blog. Lá faço uma revistinha, aqui é mais íntimo. É um diário. Mais privê, mesmo porque fora a Isabela Campói (L), quem vem aqui? Leitor de fé, uma vez em três dias. Se vou a um blog e vejo que está as traças, com exceção do que blog cito mais abaixo, abandono. Quando eu acompanhava blogs, porque não gosto de blog, apenas gosto (necessito) de escrever. Comecei indo aos blogs que conhecia, eram poucos. Eram ótimos. Depois comecei a fazer uma ronda às sextas em vários. Montes. Faz tempo. Hoje em dia não vou. Quando gosto muito de um blog, quanto o da minha best friend forever. (uc), fico decepcionada, ela parou em fevereiro. (4c). Daí de vez em quando eu vou porque adoro, é o mais chique de todos. Por um motivo: é cool por ser despretensioso.
Sei que ninguém merece a palavra cool. Mas é que pra mim essa palavra engloba muitas coisas. É o mais elegante.
Também tem o blog da rainha absoluta. :)
A querida das queridas parou em outubro. Ah!
Não falei de outros blogs que eu curtia muito: motivo: sem paciência.
(Olha qtas vezes repeti a palavra blog).
Vou escrever um pouco aqui, saudade.
posted by Marina
03.05.12
Embora pareça, não abandonei o blog não. É que estou ligadinha no Facebook, passa lá. Já volto.
posted by Marina
01.05.12
Muito divertida a biografia não-autorizada da Madonna, de Christopher Andersen. Antes de dormir li até a parte onde a cantora dá um Akita para agradar o furioso Sean Penn, embora tivesse aversão (sic) a cachorro. Então sonhei que ela detestava cachorros, gatos, mas adorava ratos. E também andava pensativa, de um lado pro outro, com um vestido coberto de pedras de esmeralda.
posted by Marina
Pele oleosa.
posted by Marina

Ron Galella
posted by Marina
Olha! Tava vendo uma matéria no Yahoo sobre as mais mal vestidas, hohoho, e qdo abri o FB estava lá - Atividades recentes: Marina leu matéria sobre celebridades mais mal vestidas. Como eles sabem? Fiquei atordoada. Daqui a pouco vão escrever Marina foi tomar banho. Big Brother is Watching You! Socorro.
posted by Marina
25.04.12
Fico ouvindo esse clip direto. Engraçado, eu gostava do Ney Matogrosso. Depois comecei a detestar, tipo não podia ouvir ele cantando. De uns dois anos pra cá, do nada, passei a gostar de novo. Gostar bastante. E ele está cantando lindamente essa música.
posted by Marina
Li a biografia da Madonna (Madonna 50 anos), escrito por uma pessoa que tem admiração por ela. Claro que toca em pontos não muito admiráveis, mesmo porque é difícil esconder. Agora estou lendo a biografia não autorizada, na verdade relendo, esqueci tudo, e o ponto é: qual dos três tipos é melhor? Autorizada, não-autorizada, ou autobiográfica? Prefiro a última, mas depende. A não autorizada peca pela credibilidade, será que aquele amigo que não quis se identificar existe mesmo? (A biografia que mais me chocou foi a da Sylvia Plath, a autora tinha antipatia por ela, e só falava coisas boas sobre o Ted Hughes. Ou seja.
Repito tanto as palavras, que sempre me lembro do João Ubaldo, que em A casa dos budas ditosos, não repetiu nenhuma. Nenhuma. Elle foi assistir o monólogo da Fernanda Torres e depois no camarim, disse constrangido que a atriz tinha repetido a mesma palavra duas vezes. Claro que daquele jeito dulcíssimo dele. Quis escrever a palavra dulcíssimo. Sei lá. As autobiografias são as mais mentirosas. Porque todas são santas. Veja, não há moralismo aqui. Tudo é humano. Se trata de comparações de estilo. Exemplo: Ingrid Bergman: a vida é um jardim de flores. Mas outra contava seu relacionamento conturbadíssimo com Rossellini. Ava Gardner a mesma coisa. Vida pacata, quietíssima, e não a Ava sempre cambaleando, jogando móveis do Hotel Glória pela janela etc. Agatha Christie passei os olhos, tudo era tão cor de rosa, e o livro grossíssimo. Será que ela contou que tinha depressões terríveis? E que escrevia na banheira com maçãs? Sabe que eu cansei do assunto no meio do post?
posted by Marina
23.04.12
Ontem o blog fez onze anos, galere. Estou fazendo tipo uma revistinha no Facebook, por isso às vezes dou uma sumida. Beijo.
posted by Marina
21.04.12

Sábado com chuva, um pouco entediada, acabei a biografia da Madonna (pequenas críticas para amenizar a simpatia da biógrafa, fã da cantora), 440 páginas em dois dias, acho que porque larguei o twitter. Dormi de tarde e sonhei o tempo inteiro com Madonna e a minha dificuldade de me comunicar em inglês. No final do sonho, única parte que me lembro, pedia a minha filha para traduzir o que eu ia dizer - obviamente pedir para ela deixar de usar peles, mas no meio da conversa notei que ela estava traduzindo em linguagem surdo mudo.
Vou voltar a Tenho algo a dizer, peguei o embalo, e esse livro é ótimo. Quero assistir Receberia as piores notícias..., porque o livro é uma jóia. Chorei muito, e o Marçal Aquino se surpreendeu, nunca ninguém tenha dito que chorou.
posted by Marina
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